05/01/2026 - Mercado
O ano de 2025 marcou uma fase de consolidação do mercado imobiliário brasileiro, o setor manteve volumes elevados de atividade, mas passou a operar em um ritmo mais equilibrado, influenciado pelo custo do crédito, pelo comportamento mais cauteloso do consumidor e por mudanças regulatórias.
Ao longo do ano, o mercado demonstrou resiliência, sustentando vendas, ajustando lançamentos e reforçando tendências como digitalização, eficiência e foco em habitação popular.
O desempenho de 2025 confirma a consolidação do mercado após o avanço registrado em 2024. No ano anterior, as vendas cresceram de forma contínua ao longo dos trimestres, partindo de 81.376 unidades no primeiro trimestre, avançando para 93.743 unidades no segundo trimestre, até alcançar o pico de 105.921 unidades no terceiro trimestre.
Em 2025, o mercado manteve volumes elevados, porém com menor aceleração. No primeiro trimestre, foram registradas 105.158 unidades vendidas, número superior ao observado no mesmo período de 2024. No segundo trimestre, as vendas se mantiveram praticamente estáveis, com 105.737 unidades, novamente acima do volume registrado no segundo trimestre do ano anterior. Já no terceiro trimestre, houve leve desaceleração, com 101.345 unidades vendidas, ainda assim em patamar próximo ao recorde observado em 2024.
Do lado da oferta, os lançamentos somaram 98.003 unidades no primeiro trimestre, 100.544 unidades no segundo trimestre e 108.819 unidades no terceiro trimestre, indicando que, diferentemente de 2024, quando o mercado ainda ajustava estoques, 2025 apresentou maior previsibilidade entre oferta e demanda.
O comparativo mostra que, enquanto 2024 foi marcado por crescimento acelerado, 2025 refletiu um mercado mais maduro, com vendas sustentadas, porém mais sensíveis às condições de crédito e ao alongamento do tempo de decisão dos compradores.
O programa Minha Casa Minha Vida manteve papel central ao longo de 2025. Os resultados do primeiro trimestre foram:
No segundo trimestre, os lançamentos recuaram para 47.676 unidades, com 48.105 vendas. Já no terceiro trimestre, o programa voltou a ganhar fôlego, com:
A criação da Faixa 4, voltada às famílias com renda mensal de até R$12 mil, ampliou o alcance do programa, especialmente para a classe média. Ao mesmo tempo, o uso de recursos do FGTS para financiar essa nova faixa gerou debates no setor sobre o impacto no equilíbrio do fundo e na disponibilidade de crédito para outras faixas.
Em 2025, 52% dos brasileiros declararam não pretender comprar um imóvel nos próximos 24 meses, enquanto 33% afirmaram intenção de compra, mas sem iniciar a busca. Apenas 9% já pesquisavam imóveis online e 6% estavam em contato direto com imobiliárias, estandes de vendas ou realizando visitas.
Em comparação com 2024, quando a intenção de compra se concentrava em prazos mais curtos, os dados de 2025 indicam um mercado ativo, porém com decisões mais espaçadas no tempo. O comportamento reflete maior planejamento financeiro e análise mais cuidadosa das condições de financiamento.
A Geração Z, com idade entre 18 e 28 anos, apareceu como o grupo com maior intenção de compra, concentrando 50% das respostas. As principais motivações foram a busca por melhoria do imóvel atual, a realização de um projeto de vida e a formação de patrimônio.
Em resumo, a principal barreira continuou sendo a dificuldade de formar a entrada, apontada por 41% dos entrevistados. Também ganhou força o interesse por formatos alternativos de moradia, como imóveis compactos, flex living e soluções de menor custo.
O cenário macroeconômico seguiu pressionando o setor. Em 2025, o IPCA acumulou 4,68%, o IGP-M apresentou leve retração de 0,11%, e a Selic permaneceu em patamar elevado, encerrando o ano em 15%.
A taxa básica de juros continuou influenciando o custo do financiamento, especialmente fora dos programas habitacionais, mantendo o crédito mais seletivo.
O mercado de locação permaneceu aquecido ao longo de 2025. A variação do aluguel residencial foi positiva durante todo o ano, impulsionada pela dificuldade de acesso ao crédito imobiliário e pela demanda constante por moradia nas grandes cidades.
Entre as principais medidas anunciadas em 2025 estão a ampliação do teto de financiamento do SFH de R$1,5 milhão para R$2,25 milhões, o aumento do percentual financiado pela Caixa de 70% para 80% e a criação de linhas de crédito para reformas. As mudanças entram em vigor gradualmente a partir de 2026.
Tecnologia e inteligência artificial no setor
A inteligência artificial avançou como ferramenta de apoio na busca e comparação de imóveis. Em 2025, 41% dos brasileiros utilizaram IA nesse processo, embora a maioria ainda prefira o contato humano nas etapas iniciais da negociação, reforçando o papel estratégico do corretor.
Entre os principais destaques do ano estão a valorização da eficiência energética, a digitalização dos processos de venda, o avanço de imóveis multifuncionais, a demanda por unidades compactas e o fortalecimento do mercado de locação.
A retrospectiva de 2025 mostra um mercado imobiliário menos acelerado do que em 2024, porém mais consistente e previsível. O setor manteve volumes elevados de vendas, ajustou lançamentos e avançou em temas estruturais, criando bases mais sólidas para os próximos ciclos.
Fonte: https://www.papoimobiliario.com/retrospectiva-do-mercado-imobiliario-em-2025-consolidacao-ajustes-e-novos-vetores-de-crescimento/
Welington Dias
Travessa Otacilio Licurci, 152
Centro - Nova Iguaçu / RJ
Creci: 66.894
Travessa Otacilio Licurci, 152, Nova Iguaçu
www.diiasimoveis.com.br © 2026. Todos os direitos reservados.

Esse site utiliza cookies para garantir a melhor experiência e personalização de conteúdo. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.